Certificado do Cecam é uma radiografia da empresa

O mercado de feiras e exposições começou a escrever uma nova página na sua história. Em quase três décadas de experiência pessoal neste segmento, é com satisfação que vejo que um pequeno grupo de empresas montadoras e prestadoras de serviços filiadas ao SINDIPROM (Sindicato de Empresas de Promoção, Organização e Montagem de Feiras, Congressos e Eventos – São Paulo / Rio de Janeiro) tornou-se detentor do CECAM – Certificado de Capacitação de Montadora e Prestadora de Serviços para Eventos.

O certificado é uma radiografia da empresa, uma vez que, para detê-lo, o associado necessita provar com documentos e certidões o fiel cumprimento de suas responsabilidades tributárias, trabalhistas e financeiras. Em outras palavras: estar quite com o governo nas três esferas.

Sabemos o quanto foi árduo para a diretoria do SINDIPROM implantar tal medida. Porém, após alguns meses já começamos a perceber que todos os esforços não foram em vão: para a concorrência na licitação de montagem de stands do 24o Congresso Internacional de Odontologia de São Paulo, a Associação Paulista de Cirurgiões Dentistas (APCD), através do seu Departamento de Congressos e Feiras, incluiu na relação de documentos obrigatórios para habilitação a apresentação do CECAM.

Tal medida não poderia ocorrer em melhor oportunidade. O número reduzido de montadoras capacitadas a concorrer, frente ao grande número de empresas que compõe este mercado, denota uma espécie de qualificação para a execução de um trabalho da envergadura do Congresso da APCD.

A iniciativa da entidade é plenamente louvável e deveria ser seguida pelas promotoras de feiras, expositores e também entidades de classe na contratação de empresas montadoras para os seus stands e eventos. Com esta atitude, teríamos uma valorização natural do CECAM e a tão desejada regularização do setor.

Hoje, infelizmente, empresas sérias e responsáveis, disputam o mercado de montagem com concorrentes desleais, que não cumprem com suas responsabilidades e conseguem, num passe de mágica, oferecer preços bem abaixo daqueles praticados no mercado pelos empresários idôneos.

Muitas vezes, ao contratar uma empresa pelo menor preço independente do projeto arquitetônico, o contratante não tem idéia da sua co-responsabilidade nos atos do fornecedor e dos demais prestadores de serviços. Esse filme triste já foi visto por nós em outras oportunidades e, no final, sempre sobra uma grande dor de cabeça para o contratante.

Defendemos um mercado livre, sem dono, apenas com fornecedores. Porém, que os players sejam responsáveis e tenham os seus compromissos tributários e trabalhistas em dia perante as esferas governamentais. O credenciamento pelo CECAM do SINDIPROM é o instrumento para que esta realidade se imponha.

João Batista de Lima
diretor – Estrutural / Francal
diretor – Ubrafe / Sindiprom